 |
16/11/2008 17:54
A CRIATURA
Euglaudston T. Celestino
02.10.2007 Ensaio
Para que não surta falatórios, com segundas intenções, gostaria de fazer um pequeno adendo a este meu ensaio, trata-se de um momento muito invulgar em minha vida, sou feminista, não guardo nenhum rancor ou má querência as mulheres deste país, até mesmo, as que tiveram o sublime encanto, de um dia terem feito parte mesmo que momentaneamente, de minha vida.
Tudo veio então do princípio, onde o verbo se fez carne e então o todo poderoso, no momento de esplendor e gloria, teve a gentil idéia de criar essa criatura que chamou de mulher, e ao criar a mulher o todo poderoso tinha em mente trazer a harmonia ao paraíso.
Mas também, do outro lado do paraíso, existia então o inferno, e o diabo então resolveu complicar, pois no seu entender esse Deus sublime e poderoso tinha feito uma mulher de cabelos sedosos e esvoaçantes, então o diabo lhe deu pontas duplas e ressecadas.
Deus deu então a mulher um corpinho de Barbie, tornando-a infinitamente bela, o diabo em troca inventou a celulite, as estrias e o culote, não satisfeito, Deus dotou a mulher de músculos perfeitos, então o diabo os cobriu com lipogliceridios.
Deus, já não muito satisfeito com as intervenções do Satanás, deu então a mulher um temperamento dócil, a mulher era então só meiguice, e o diabo lhe deu em troca a TPM.
Deus, para que a mulher fosse então admirada, deu-lhe um andar elegante e sedutor, o Satanás então com a maldade que lhe é peculiar, inventou o salto alto.
Deus, então para gládio da sua criação, deu a mulher uma infinita beleza interior, o diabo em troca, fez o homem enxergar somente o lado de fora.
Então prezados amigos e amigas, para termos então uma lógica explicação para tudo isso, nos debruçamos sobre o manifesto desejo do Satanás, e podes crer, foi difícil, mas concluímos que o diabo só podia então ser viado...
enviada por Euglaudston
15/11/2008 21:25
http://blig.ig.com.br/meupensamento2/
enviada por Euglaudston
15/11/2008 10:38
UM SONHO
Euglaudston T. Celestino
06.08.l998 (Ensaio)
Não sei até que ponto o sonho possa ter influência na vida e no cotidiano de uma pessoa, razão pela qual muitas das vezes, nos julgamos impotentes perante a realização deste conteúdo e ficamos a pensar como seria bom se todos pudessem ser realizados.
Podemos até sonhar acordados, vivenciando assim, talvez um desejo inconteste da nossa mente, dos nossos desejos, da nossa fantasia e da nossa imaginação.
O caso aqui narrado tem muito de ficção, pois já estamos no limiar do século XXI, isto é, adentrando no Terceiro Milênio, no qual esperamos que o mundo seja modificado para o bem de toda a humanidade.
Sonhar também faz parte do nosso desejo de realizar um mundo ideal para vivermos, um mundo onde não exista os Sem Teto, os Sem Terras, os Sem Remédios, os Sem Carros, os Sem Comida, os Sem Camisas, os Sem Saúde, os Sem Escolas, etc.
Não sei se deva orgulhar-me em ter nascido em um país que por suas características geográficas pode-se dizer que é verdadeiramente um "País Continente".
As suas variações climáticas, a interferência da nossa etnia, a sua divisão geopolítica, as suas contradições, a nossa formação, nos leva a crer que devemos fazer uma análise dos seus contrastes.
Mas falava eu de um sonho, um sonho de uma octogenária, onde divisava um Estado deste país continente, grande, poderoso, altamente industrializado, já até com status de um país dentro do próprio país, Estado esse que através de políticos natos, tinham conseguido estirpar de seu convívio a mendicância, as favelas, a marginalidade e outros vícios oriundos da imigração de nordestinos e nortistas, que formam uma grande larva de parasitas dentro deste majestoso Estado.
É um verdadeiro espelho para o resto do mundo, tudo se devendo a uma ação política voltada exclusivamente para dar continuidade ao bem estar da população.
Nesse Estado, graças à gestão benéfica de eminentes políticos, e a ação social realizada, já não se pode mais duvidar de que seja uma amostragem de um país do futuro, país dos nossos sonhos.
A ação governamental se fez sentir nestas últimas décadas, não existindo mais os sem tetos, os sem terra, os sem camisas, os sem remédios, os sem escolas, os sem saúde, etc.
As favelas foram sendo paulatinamente transformadas em conjuntos habitacionais, verdadeiras obras-de-arte.
Os mendigos foram conduzidos para abrigos dotados de toda uma infra-estrutura, de todo conforto que se poderia imaginar para os antigos desvalidos da sorte.
Os sem terra, ganharam o seu quinhão, bem como a ajuda necessária e o apoio tecnológico para o desenvolvimento para suas agriculturas e culturas de subsistência.
Os sem gado, possuem hoje às suas invernadas, os seus rebanhos são tratados por veterinários pagos pelo poder público, uma verdadeira pujança, nada ficando a dever aos latifundiários de outros Estados da Federação.
Os marginais, já não habitam em cubículos apertados em celas de Delegacias, sem condições de higiene, hoje, com a modernização prisional, eles foram aquinhoados com presídios modelo, onde trabalham em pequenas fábricas, montadas dentro do próprio estabelecimento penal, onde colherão os conhecimentos necessários para a elaboração de uma escolha de profissão, de conhecimento científico, podendo galgar desde o ensino primário, médio profissionalizante, até o nível universitário, capacitando-os assim, para a consecução de uma vida melhor, na sua volta ao convívio com a sociedade.
Os sem escolas, ganharam uma vaga em sala-de-aula, tendo inclusive, cada núcleo de ensino, o suporte financeiro e pedagógico, com fornecimento de café, merenda, almoço e jantar, ganhando inclusive meio salário mínimo, para consequentemente, ajudar o custeio familiar.
Os sem empregos, estão radiantes, as pequenas, médias e grandes empresas e indústrias, abriram suas portas para a formação de cursos profissionalizantes, em turnos, para manter os seus empregados dotados de conhecimentos, da mais avançada tecnologia existente no globo terrestre, catalisando desta forma, a mão-de-obra totalmente especializada, gerando riquezas para o país, pagando salários condignos, elevando também o nosso produto interno bruto.
Os sem remédios, foram todos atendidos pelo Plano de Assistência Médica, em hospitais públicos e particulares, devidamente credenciados, através de um cartão magnético, que lhes garantirão assistência médica e hospitalar continuada, para toda a vida.
Os sem segurança, já não podem recordar os tempos em que eram violentados nos seus direitos, hoje o cidadão é cumprimentado por policiais civis e militares, que já não vivem mais estressados, em busca de um subemprego, que lhes garantissem a ajuda necessária para o seu sustento e da sua família, eles hoje já não usam mais armas de fogo, nem mesmo o antigo cassetete, pois com um adestramento adequado, um salário condigno, uma política de ensino moderna, galgaram o direito de ser "Uma Polícia Cidadã".
Os nordestinos e nortistas, já não usam um linguajar próprio de suas origens, todos receberam o apoio e a ajuda dos poderes constituídos, são hoje considerados verdadeiros filho da terra, gozando de amplas regalias, recebendo um tratamento especializado, foram direcionados para morarem em blocos de apartamentos, formando uma verdadeira comunidade, recebendo inclusive um "salário adaptação", enquanto são ministrados "Cursos de Especialização", e dimensionados como mão-de-obra, para colocação imediata no mercado de trabalho.
Hoje, esta condição de emergentes, lhes garantem até não ser chamado de "Um Nordestino", "Um cabeça chata", "Um Paraíba", são chamados de Filhos da Terra", o que lhes garantem um status de plena cidadania.
Os aposentados, já não entram em filas quilométricas, nem de bancos nem do SUS, hoje eles ganharam um cartão magnético, com senha e horário especial para receberem às suas aposentadorias e pensões, que no decorrer do ano, vão sendo automaticamente corrigidas pelos percentuais de desvalorização monetária, ditadas pelo poder público, sendo sempre no mês de maio, data instituída como data base para a elevação de seus salários, hoje sendo chamados de "aposentados" e não mais de eternos "Vagabundos".
Todas essas premissas me foram apresentadas por uma senhora nordestina, que de há muito escolheu este milagroso Estado, para o seu "Estado de Nascimento", este seu sonho, talvez se deva a um minucioso estudo político-filosófico, dado a sua capacitação de enaltecer a magnitude de políticos como Paulo Maluf, Celso Pitta, Orestes Quércia, que a seu ver, possuem uma visão político-administrativa voltada para o bem-estar dos menos favorecidos, inclusive enaltecendo as qualidades destes três grandes formadores de eficazes administrações públicas.
As antigas favelas foram demolidas, mas alguma foi preservada como "Patrimônio Histórico", para que as gerações futuras pudessem ver como era antes, a vida de uma pequena parcela da população, quando ainda não se falava e nem se conhecia políticos capazes de transformar, como verdadeiros "mágicos", misérias em riquezas, de uma população dantes sofrida, hoje soerguida, graças ao apoio despretensioso destes aguerridos homens públicos.
Mas, como em todo o sonho, há o momento do acordar, ela acordou, verificando que tudo não tinha passado de um maravilhoso sonho, um sonho lindo, mas que era não somente o sonho desta octogenária, mas o sonho do povo do Brasil.
enviada por Euglaudston
01/11/2008 19:16
NÃO VOTEI EM LUIZIANNE
Euglaudston T. Celestino
Em 01.11.2008 Ensaio
Muitas das pessoas que me perguntam por que não votei em Luizianne Lins, e eu não tinha dado a resposta correta, agora o faço, pois já passamos o 2º Turno das Eleições e temos de continuar a nossa vida de cidadão comum, mas sempre vigilante quando se trata de política, pois temos o dever cívico de cobrar dos políticos as suas promessas de campanha.
Mas, aproveitando-me da oportunidade passo a dizer dos motivos que levaram a não votar na Prefeita de Fortaleza Luizianne Lins, claro que como cidadão morador desta cidade desde a mais tenra idade, vi que ela realizou festas milionárias sem, no entanto se preocupar com saneamento, habitação, saúde e educação, e nunca ter esclarecido ao grande publico ou prestou contas das despesas efetuadas no Reveillon de 2007, bem como, do desastroso carnaval de 2008, mesmo tendo recebido requerimentos da Câmara Municipal de Fortaleza.
Por não ter aplicado os recursos disponíveis para a malha viária, assim é que se criou o slogan Fortaleza Dela, pela condição de buracos e às vezes até crateras, provocando enormes prejuízos e danos à população.
Por ter repassado milhares de reais aos empresários de transportes urbanos, tentando enganar a população, pensando apenas na sua reeleição.
Por nunca ter explicado ou esclarecido o que fez com os quatro milhões e seiscentos mil reais que recebeu da FINATEC, onde todos sabem que o ex-reitor da UNB, foi derrubado por estudantes, com o apoio de professores e funcionários, o qual era o responsável pela Fundação.
Por ter iniciado a integração das linhas, que ainda é insuficiente, pois sabemos que são poucas as linhas em funcionamento, em um ano eleitoral, apenas para formalizar o seu discurso de campanha.
Por ter se omitido quando todos já diziam da epidemia de dengue que se avolumava, mas ela só veio se manifestar e de forma precária quanto à propagação da doença, só depois das denuncias do MELA. Iniciando tardiamente e de forma precária a prevenção da doença, por ter deixado a população pega de surpresa, sofrendo as agruras nos postos de saúde lotados e sem condições humanas de atendimento.
Por ter proposto a redução de salários de servidores municipais, incluindo-se aqui os médicos, para-médicos, colocando pessoal terceirizado para cargos que deveriam ser ocupados por concurso publico.
Por ter em três anos de mandato, concedido um misero aumento de salário na base de 3,5%, coincidentemente, bem abaixo da inflação do período.
Por ser filho da terra, por amar a minha cidade, por desejar que ela continue a ser a loira desposada do sol, a cidade luz, a Fortaleza dos tempos áureos, é que votei contra Luizianne Lins.
Muitas das obras iniciadas no período eleitoral estão paralisadas, um exemplo disso é o alargamento de apenas dois quarteirões da Rua Justiniano de Serpa.
enviada por Euglaudston
11/10/2008 14:49
CONFIDÊNCIAS
Euglaudston T. Celestino
Em, 02.01.2008 (Ensaio)
Já te falei sobre filosofia, pedagogia, história, sobre a Grécia, sobre Atenas, dos gregos aos troianos, das cidades e campos do nosso Brasil.
Já te contei sobre política e políticos, dos grandes homens que na pátria existem, dos nefastos e dos corruptos, do pluralismo eloqüente dos políticos, dos sem teto, dos sem comida, dos sem saúde, dos sem terra.
Já te contei das aventuras das estradas da vida, da imensidão dos tempos, dos colibris, das aves de arribação, das flores, das florestas, das cidades e dos campos.
Já te contei sobre as calmarias, sobre os ventos que sopram na madrugada, sobre o nascer do sol, sobre o raiar do dia, sobre os boêmios, sobre canções emanadas do senso dos inebriados pelo amor.
Já te contei dos amores e das amantes, das aventuras do trovador e do boêmio, do laço de fita e da flor que desabrocha nos campos, das campinas e seus verdes matagais.
Já te contei dos caminhos percorridos, do gênero humano, da sapiência dos ignorantes, da evolução do espírito.
Já te contei das raridades de pensamentos, da ótica de Sócrates, Platão, de René Descartes, de Honoré de Balsac, do sol, da lua e do mar.
Já te contei que as serras estão cansadas de subir, que os rios perderam os seus destinos, que a paz não nasce, que os homens foram decapitados pelo dinheiro, que o dinheiro é a moral do século.
Já te contei que as lavadeiras têm as suas canções preferidas, que o matuto, o homem rude do sertão, tem uma ótica diferenciada do homem citadino.
Já te contei que nas estradas, veredas e caminhos, o medo se evoluma, tanto nas subidas quanto nas descidas, que o voar dos pássaros é um enlevo de poesia.
Já te contei do aprendizado, dos testes, das lacunas, dos horizontes e dos confins, da alegria e da tristeza, da saudade dos tempos idos que não voltam mais.
Já te contei dos exílios e dos exilados, das torturas e dos torturados, do poder que dizem emanar do povo, das máscaras e dos mascarados.
Já te contei da primavera, do outono, do inverno, do verão, da aurora boreal, do silêncio dos inocentes, da algazarra, das festas e comemorações.
Já te contei da graça maior do sorriso de uma criança, da vontade de aprender, de perdoar e ser perdoado, do direito do saber, da vontade de aprender.
Mas não te contei que a solidão nos conduz à tristeza, que a falta de carinho nos conduz à saudade, que o desamor é a causa maior do mal de toda a humanidade.
Mas não te contei das noites mal dormidas, das incompreensões e dos incompreendidos.
Mas não te contei das dificuldades do dia-a-dia, de pensamentos trágicos, das damas da sociedade, do envolvimento com falsos amigos, da melancolia e do desprazer.
Mas não te contei do momento do chorar e do sorrir, do esquecer, do lembrar, das incompreenções sofridas.
Mas não te contei dos meus dias idos, dos pensamentos, sonhos e quimeras, da grandiosidade e da pequinês dos povos.
Mas não te contei, vou te contar, eu vi o nascer do século vinte e um, do florir do terceiro milênio, e que estou esperançoso de que dias melhores hão de vir...
Não te contei, das noites mal dormidas, do meu apego pelo que de melhor existe no ser humano.
Não te contei que acho que toda mulher é sem sombra de dúvidas o mais sublime dos ideais.
Não te contei, mas será que a humanidade poderá um dia ser considerada como a dadiva do criador, por sua ingerência neutra nos assuntos inerentes a perpetuação da espécie...
Não te contei... Um dia hei de te contar...
A vida não dá nem empresta. Não se comove nem se apieda. Só retribui o que lhe oferecemos...
enviada por Euglaudston
05/10/2008 13:43
A IGREJA E A POLITICA
Euglaudston T Celestino
Em 29.09.2008 Ensaio
Desde há muito que venho tentando escrever sobre o papel da Igreja Católica em relação a nossa política, mas vinha sentindo um pequeno embaraço no que dizia respeito aos apostolados da igreja, sendo eu conhecedor dos dogmas que ainda se procura trazer a baila, hoje resolvi fazer este pequeno comentário a respeito, pois não poderia deixar passar a oportunidade para fazer algumas reflexões sobre tão alucinante tema.
Vamos então procurar citar a Igreja católica por ocasião da Santa Inquisição, teria ela tido reais motivos para discordar de tantos pensamentos e mandar tantos para a fogueira? Ou seria simplesmente porque haviam discordado de seus termos.
Vamos então lembrar o seu papel na segunda guerra mundial, onde foram entregues pelo Vaticano tantos Judeus para serem trucidados por Hitler, um verdadeiro morticínio, tudo com a aquiescência da Santa Madre Igreja.
Mas de uma forma mais genérica, vamos abordar a questão do índio no Brasil, quando da sua descoberta pelos portugueses, e nesta analise me reporto a Dom Pedro Casadáglia, pois ele considera toda a história brasileira como uma história de usurpação, carregando nos termos ao assimilar que se trata de uma historia etnocida, genocida, suicida, o grande problema, como o livro assinala, em varias partes, consiste em que esta historia é de responsabilidade da igreja e do Estado brasileiro.
Os missionários exterminaram culturalmente os indígenas, destruindo as suas diferentes cosmogonias, a sua religião, a sua cultura em geral, por intermédio de convenções forçadas ao cristianismo. Foram também participes de massacres e de exclusões em missões, quando não diretamente de escravidão. E de bom alvitre se notar, porem que esses mesmos atores também lutaram pela proteção dos índios, integrando-os à nova civilização, contra as próprias políticas do Estado brasileiro.
Para se ter uma idéia, na região amazônica, entre os séculos XVII e XVIII a corrupção era prática corrente nos resgates oficiais e envolvia desde funcionários encarregados da fiscalização até governadores, como Francisco Coelho de Carvalho, que exportava escravos do Pará para o restante do país e até para as Antilhas, missionários entregavam índios para serem escravos, cedendo ameaças das tropas ou favorecendo seus próprios interesses.
Observando-se por outra perspectiva, há de se notar que os índios viviam em guerra constante entre si, não se podendo caracterizar o seu modo de vida como sendo, um idílico estado de natureza à la Rousseau ou o do comunismo primitivo, no sentido de Marx e Engels. Assim sendo, não se poderia jamais compreender a colonização portuguesa, senão sob o prisma de uma disputa entre os antigos povos indígenas, que se digladiavam até a morte, ou da na fase das Bandeiras, no século XVII, quando havia sempre o envolvimento de indígenas. Assim é a nossa história indígena, sem mandris e peraltice, somente levando em conta a verdade.
enviada por Euglaudston
07/09/2008 13:15
DIA DA PÁTRIA
Euglaudston T. Celestino
Em 07.09.2008 Ensaio
Nesta manhã de mil vezes gloriosa, em que se comemora mais um Dia da Pátria me vem à lembrança dos meus dias de soldado, onde se tinha nestas comemorações motivos de muito jubilo, pois éramos todos voltados para os ensinamentos de amor á pátria, onde as Forças Armadas desfilavam com garbo, os colégios se engalanavam todos, era o amor à pátria que prevalecia.
Neste dia, que é data nacional, deveríamos pensar o Brasil quanto à educação cívica, o conhecimento histórico, pois estaríamos pensando no mais elementar do nosso povo. Ontem tínhamos a Semana da Pátria, lembro-me bem, muitas vitrines do centro e da periferia das grandes cidades eram enfeitadas com menções alusivas ao grande dia, eram expostas em quiosque e vitrines no centro da cidade, o material bélico de que dispúnhamos naquele momento, e junto sempre um militar para explicar ao grande publico para que serviam e qual o destino de cada aparato bélico.
Hoje não temos a Semana da Pátria os alunos não mais demonstram o seu espírito de brasilidade cantando o Hino Nacional, o Hino a Bandeira, o Hino da Independência e tantos outros que sempre ouviam em datas festivas e diariamente nos quartéis e nas escolas publicas e privadas.
Fico a me quedar sobre o nosso destino como pátria livre, como uma pátria mãe gentil, que estende os seus braços para acolher os seus filhos, fico a meditar onde se poderia chegar, quando o próprio presidente da republica diz que é necessário de fazer heróis nacionais, esquecendo tantos bravos brasileiros que deram a vida em campos de batalha para o soerguimento da democracia.
Temos heróis sim, mas eles hoje não mais são citados em livros didáticos distribuídos pelo próprio governo nas escolas publicas, estão esquecidos heróis como aquele cabo da 2ª Guerra Mundial, nascido nos morros do Rio de Janeiro, refiro-me ao Cabo Laurindo, que soube elevar bem alto o nome de nosso país nos campos da Itália, refiro-me ainda ao Sargento Wolf que tem seu nome gravado em um Clube do Recife, lembro-me ainda do Tem Antonio João do Forte de Dourados, quando da invasão do solo pátrio pelas tropas do caudilho Solano Lopez, temos heróis como o Alferes Tiradentes, temos heróis como Duque de Caxias e tantos outros.
Temos ainda que relembrar dos feitos de tantos outros que deram à vida em elocaustro da pátria, e que hoje lhes negam estarem no phanteon da história.
Tenho saudades sim, destes dias idos que não voltam mais, pois ficaram esquecidos pelos que hoje lhe abominam os feitos, engessados pelos ditames de um governo míope que não lhes consagra o seu lugar no espaço histórico da nação. Assim é como via a minha pátria, o meu país, este país que me acostumei de chamá-lo de BRASIL.
enviada por Euglaudston
27/08/2008 16:48
PEROLAS DA POLITICA
Euglaudston T. Celestino
Em, 27.08.2008 Ensaio
Fortaleza, capital do Estado do Ceará, possui uma beleza natural que encanta o turista, o visitante e enaltece de orgulho os filhos da terra, que são conhecidos por sua eterna hospitalidade, cidade decantada em versos por filhos ilustres como Paula Ney e tantos outros.
Fortaleza é a quarta metrópole do país, mas nem por isso deixamos de notar em véspera de eleições, seus candidatos a vereadores declinar seus nomes e postulações diante das câmaras de televisão, como costumo ouvir os preitos dos candidatos, até no intuito de fazer uma escolha certa, pois excluindo o PT voto em um candidato que se apresente com propostas que venham contribuir para o crescimento e o desenvolvimento desta cidade que me viu nascer.
Pois bem, estava eu a ouvir desfile de candidatos quando me deparo com nomes como os que aqui vou citar, como por exemplo: Clesson das Topikis, Bozoca, Dida, Reginaldo Gol, Coleguinha, Ricardo Fotografo, Silvestre do Liceu, Marcão, Toldo Papai Noel, Marquinho do Buxico, Lady Day, Pezão, Chico Cabaré, Shaw Lin, Gostozinho, João Carteiro, Preto Rap. Manuel Dedinho, Chico Pernambuco, adriele Fatal, Loura e tantos outros que ainda faltam ser listados.
A campanha do atual governo (Cid Gomes) foi alavancada no slogan Ronda do Quarteirão que, diga-se de passagem, foi até benéfica para afugentar os marginais da periferia, mas o que causou espécie foi à publicidade e o slogan de um candidato a Prefeito, ele quer implantar o Ronda Saúde do Quarteirão diz ele que se eleito for, porá a disposição de todos os fortalezenses, uma viatura ambulância, equipada com médicos e enfermeiros, que é só discar e a viatura chega, imagine, ele não diz onde serão hospitalizados estes pacientes, pois todos sabemos que a saúde no Estado do Ceará, deixou de ser um caso político, para ser um caso de polícia.
Acho que a minha cidade, a 4ª Metrópole do país, deveria ter melhor respeito, os partidos políticos deveriam fazer uma seleção para poder então apresentar os seus candidatos, pois são eles que vão legislar e traçar o destino da metrópole cearense, por quatro anos, e com esse pessoal todo, com esses nomes estrambóticos e essas idéias rasteiras, não iremos a lugar nenhum.
Tenho orgulho de ser Fortalezense, de ser Cearense, mas deste jeito não dá para se ter orgulho, ou será que dá?
enviada por Euglaudston
14/08/2008 08:12
CULTURA
Euglaudston T. Celestino
Em 13.08.2008 Ensaio
Tenho um conhecido que vive falando em cultura, mas não sabe distinguir o que seja a palavra cultura nem o seu significado, obrigando-me, portanto a ter que constantemente questiona-lo sobre o uso indevido da palavra, mas para evitar que o tema se repita, faço uma pequena analise da palavra, para que esse conhecido fique então sabendo de uma vez por todas o que significa cultura.
Cultura provém do latim cultus, igual à cultura, ação de cultivar, significação que aparece na terminologia agrícola, quando se fala, em geral, em agricultura e, especificamente, em cultura do café, cultura canavieira, etc.
Nas ciências humanas, o termo é tomado em dois sentidos: subjetivo e objetivo. No sentido subjetivo, conota a idéia de um alto grau de desenvolvimento das capacidades intelectuais do homem. Nessa acepção, falamos numa pessoa de vasta cultura, que não só estendeu seus conhecimentos além dos compartimentos de uma especialização, como também, pelo vigor de suas faculdades mentais, é capaz de elaborar as grandes associações criadoras e formular as visões antecipadoras, que abrem novas dimensões para o pensamento humano.
A cultura não é um dom gratuito, mas o resultado de um esforço perseverante, principalmente no contato com as fontes imperecíveis dos grandes pensadores.
É o resultado de um esforço diuturno, que exige disciplina intelectual e que, se não iniciado no período de vida universitária, dificilmente irá além de uma pseudocultura livresca. Em geral, associada a uma extrema fatuidade intelectual.
No sentido objetivo, o termo se refere a todo o conjunto de criações pelas quais o espírito humano marcou sua presença na história.
Este acervo imenso compreende desde os machados de sílex e as grafitas das cavernas pré-históricas, até os computadores eletrônicos e os foguetes espaciais.
Nesse sentido, cultura é um fenômeno essencialmente social, criado pelo grupo, por ele transmitido no tempo, de geração a geração e difundido no espaço, propiciando as combinações mais ricas e complexas dos fenômenos de aculturação.
Nesse sentido ainda, todos os povos, mesmo os mais primitivos, tiveram e têm uma cultura, enquanto criaram alguma coisa que tornasse possível sua vida em grupo. Hoje se vem vulgarizando, contudo, uma distinção entre civilização e cultura, atribuindo-se conceito de civilização ao conjunto de criação imateriais, e reservando-se o conceito de cultura ao conjunto de criações imateriais como crenças, mitos, lendas, religiões, filosofias, sistemas jurídicos, enfim todo o patrimônio de idéias de uma época ou de um povo.
Um dos fenômenos mais característicos de uma época parece ser a planetização da cultura, ou a extensão da cultura tecnológica a todos os quadrantes do planeta. Sem a destituição dos valores culturais dos diversos povos, assistimos a uma difusão cada vez maior dos padrões culturais criados pela tecnologia moderna e dos comportamentos ditados por esses padrões. Enfim, fala-se hoje muito em cultura popular, o termo pode se prestar a equívocos. Não significa a intenção de popularizar os grandes modelos culturais de maneira a fazê-los acessíveis ao povo, mas significa: primeiro, descobrir, valorizar e desenvolver as criações espontâneas do povo, principalmente no que tange as artes e ao folclore em geral; segundo, democratizar a cultura, no sentido de elevar o povo a um nível de desenvolvimento no qual lhe seja possível participar cada vez mais dos valores da cultura moderna. É assim, portanto que vejo o tema cultura.
enviada por Euglaudston
24/07/2008 17:18
RIO DE JANEIRO
Euglaudston T. Celestino
Em 24.07.2008 Ensaio
Conheci o Rio de Janeiro em uma linda madrugada, adentrando a Baia de Guanabara, como passageiro do saudoso e inesquecível navio Raul Soares, suas luzes refletindo nas águas espumantes desta linda e indescritível Baia de Guanabara, refletindo um sonho deste céu azul todo estrelado que se descortinava a minha frente, deixando-me embevecido com tão grande langor de sua magistral beleza.
Era então a cidade luz, cartão postal do meu Brasil, tão decantado pelos turistas e pelos nativos que se orgulhavam então de residir na capital federal, centro de toda a política e atenções do país.
Orgulhavam-se de seu povo, dos que lá iam em busca de novos horizontes, que se tornavam então filhos naturais da terra, todos amavam as belas e inesquecíveis praias, os seus fortes que tanta história tinha acumulado areias da praia de Copacabana, onde tinha sido placo de uma revolta que costumavam de chamar a Revolta Tenentista, eram os tenentes da velha e saudosa Escola Militar do Realengo, oficiais que muito deram de seu sangue para o engrandecimento desta pátria nossa. ´
Tempos saudosos que não voltam mais, saudades da Lapa boemia, dos cassinos da Urca, dos passeios em barcos da Cantareira, de um Rio de Janeiro de outrora, que não volta mais.
Hoje, depois que as políticas e os politiqueiros se arvoraram se senhores do Rio, só vemos bala perdidas, assaltos, crimes e injustiça social, e os sonhos daquele rapazinho se esfumaram no espaço, não deixando que a saudade fizesse retornar o seu Rio de então.
Hoje, me quedo desamparado, por ver que a cidade maravilhosa, dantes decantada não mais é a cidade dos sonhos dos brasileiros, é a cidade da revolta e dos politiqueiros, que dela se assenhorearam, fazendo-a a Capital do Trafico. A Capital das Maracutaias, dos que só desejam se locupletarem com a miséria alheia.
Espero que em um futuro próximo, tenhamos então um Rio de Janeiro de antigamente, com seu calor humano e suas noites frias embaladas pelas rodas de samba e de folguedos.
enviada por Euglaudston
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |